No dia 23 de junho de 2013 (Domingo) a partir das 14:00h, o Templo e Escola de Umbanda Luz da Aruanda - Teu Lar estará oferencendo o Seminário Conscientização Mediúnica que terá como palestrante o sacerdote Sérgio M. Reis (Deyí).
Alguns temas aboradados:
- Somos todos médiuns?
- Técnica da mediunidade
- Práticas positivas e negativas nos trabalhos mediunicos
- Medium espirita e medium umbandista
- O papel dos dirigentes nos trabalhos mediúnicos
- Debates.
Maiores informações pelo e-mail teular@teular.org.br
quarta-feira, 24 de abril de 2013
terça-feira, 20 de novembro de 2012
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A Importância dos Pontos Cantados
Os pontos cantados são uma das primeiras coisas que afloram a quem vai a um terreiro de Umbanda pela primeira vez. Sendo um dos aspectos mais importantes para uma bom rito.
Uma das formas encontradas para a reaproximação do Homem com o Divino foi a música, onde se exprime o respeito, a obediência e o amor ao Pai Maior. Desta forma, os cânticos tornaram-se um atributo socio-religioso, comum a todas as religiões, onde cada uma delas, com suas características próprias, exteriorizavam sua adoração, devoção e servidão aos desígnios do Plano Astral Superior.
Os Pontos Cantados de Umbanda têm finalidades sequer imaginadas pelos consulentes, e mesmo por muitos médiuns, estando longe de serem apenas para alegrar ou distrair pela música. São, na verdade capazes de movimentar as forças sutis da Natureza e mesmo atrair certas entidades espirituais.
Juntamente com o som dos atabaques, forma-se uma corrente magnética, e quando nos concentramos para o inicio de uma incorporação, somos envolvidos por esses sons mágicos, fazendo nosso corpo vibrar em sintonia, facilitando assim, este processo.
Tanto é verdade que médiuns que foram iniciados e condicionados a incorporar, mediante o som dos atabaques e o canto, ficam "perdidos", quando necessitam incorporar em algum local, onde haja completo silêncio.
Outro ponto interessante a comentar, são os pontos, normalmente curtos, que quando entoados de uma forma harmônica e repetitiva, torna-se uma "oração mântrica". Tendo um efeito muito poderoso, quando vibrado do modo correto.
O elemento melódico das músicas africanas destaca-se, no decorrer das cerimônias privadas, no momento dos sacrifícios, oferecimentos e louvores dirigidos às divindades frente aos Pejís. São cantos sem acompanhamento de tambores, o ritmo ficando ligeiramente marcado pelo bater das palmas. A melodia é rigorosamente submetida às acentuações tonais da linguagem Yorubá.
Os dois elementos, ritmo e melodia, encontram-se associados no decorrer do Xirê público, quando os sons dos atabaques são acompanhados por cantos.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
O que nos Une? O que Somos?
Por muitas vezes ficamos questionando o que
realmente nos une. Alguns dizem que é a
nossa fé em Deus, Orixás e Guias.
Prefiro aprofundar esse questionamento e perguntar:
- Será que
somos realmente unidos? O que dizer da
união quando vemos em terreiros brigas por destaque e autopromoção.
Muitas vezes,
em várias situações, até mesmos dentro de nossos lares percebe-se uma união
aparente que acontece através do medo.
Se preciso prender os que me cercam pelo medo já é a primeira prova que
não existe união.
É fácil
ouvir sempre falar em irmãos, mas quando um filho com problema se aproxima o
que fazemos? Afastamos? Que união é essa que ao invés de acolher,
segrega?
E os filhos
que muitas vezes tomados por um orgulho forte não conseguem perceber a ajuda
que está ao lado. E o que somos
realmente?
Somos servos
de Deus e cumpridores de nossos desígnios, ou somos pessoas que buscam
aceitação e reconhecimento?
O trabalho
mediúnico é antes de qualquer coisa, um trabalho de resignação.
O médium é o
instrumento utilizado para que espíritos possam agir, então porque fazer dessa
condição uma condição de pseudo-superior?
Arrogância,
despreparo e vaidade são os atributos que mais afastam os médiuns de seu
verdadeiro serviço.
Quando o
mestre Jesus nos disse “orai e vigiai” acho que boa parte desse vigiai é para
nós mesmos enquanto seres humanos e tão facilmente corrompidos pelos desejos de
glória.
Será que
estamos cumprindo nossa missão ou criando mais karmas para serem resgatados?
Será que estamos
de coração, com fé ou estamos procurando apenas meios de nos auto alimentar?
O caminho da
mediunidade é difícil, mais tenho certeza que quem age com coração em nome do
Pai sempre alcança seus objetivos. Que nossa
caminhada seja guiada pelo amor e não pela dor. Que tenhamos humildade
suficiente para aceitar as lições e crescer.
A vida dá, a
vida cobra, aqueles que humilhamos hoje pode nos ser a salvação de amanhã.
Estejamos em paz.
“...eu sou
filho de Umbanda
Que balança
mais não cai
Eu sou filho
de Umbanda
E só obedeço
ao meu Pai.
Na minha
cabeça eu tenho
Uma coroa de
rei
Eu sou filho
de Umbanda
E meu dever
eu já sei...”
Valdir
Gregório (Wahari), membro fundador do Templo e Escola de Umbanda Luz da Aruanda
– Teu Lar
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Relatos da Primeira Gira (do outro lado)
Era sexta feira, sem tréguas..., o trânsito está uma loucura, parece que tudo dá errado... acho que é um sinal para não ir.
Dentro do carro e a caminho, corto pra lá..., corto pra cá..., olho para ...
o relógio, será que vai dar tempo?
Stress total... ainda no caminho, relembrando os ensinamentos sobre os cumprimentos, ao entrar na casa, no Congá, no atabaque, os médiuns, UFA quanta coisa!!!
No local concentração total, nem cumprimento direito às pessoas, acho que fiz algumas coisas erradas, parece que toda a assistência esta me olhando, mas beleza tudo vai dar certo.
A hora insiste em não passar, eu não recordo mais qual o Orixá do tempo... Dúvida em cima da hora, este Orixá é do tempo é no sentido cronológico ou espacial?!? Melhor não pensar nisso, afinal eu acho que ninguém poderá me auxiliar neste momento.
Novamente olho no relógio e agora estamos todos de branco dentro do Congá, sou assessorado por um médium mais experiente é hora de relembrar algumas orientações BÁSICAS, tais como: cumprimentos, significados, saudações que irão ocorrer, mas no final valeu a orientação sublime, na dúvida “faz tudo o que a pessoa do lado fizer”.
Vamos lá..., agora é pra valer..., vai começar..., começam os toques, beleza a vibração lá em cima, aqui dentro parece muito mais forte! Realmente é, pois na hora de bater a cabeça, depois de colocar a toalha sobre a esteira, uma vibração sacudiu a cabeça num movimento rápido, parecia que o chão estava tremendo - um susto - mas vamos continuar pois a gira está apenas começando.
Tudo o que eu havia lido, ouvido, visto neste período de assistência é coisa do passado, vamos seguir a orientação célebre dos irmãos mais experientes, de olho na pessoa do lado.
Aí começa o martírio, corpo virado pra frente, varias pessoas observando-nos as costas, o olho virado para o lado a procura de exemplos a serem imitados. Não necessariamente nessa ordem, mas há de cantar ritmado, levanta, abaixa, cumprimenta, vira para um lado, vira para o outro..., nem sei mais o que estou fazendo, a respiração começa a ficar ofegante, o suor a escorrer, o batimento cardíaco começa a aumentar, haja preparo físico.
Acredito seriamente que todos os filhos de fé poderiam correr a São Silvestre tranquilamente, enfim a cadencia diminui, a oração é feita, o toque da chamado dos Guias é ecoada, tranquilidade no ar.
Na assistência há estas horas já estava em “alfa”, mas no Congá tranquilo, alguns médiuns começam a trabalhar com seus Guias, por enquanto estou tranquilo.
Por enquanto..., o Pai me chama, o coração dispara e agora eu enfato e melhor não vejo mais nada. Sinto que estou andando com muita dificuldade, alguém me acompanha, sento em um banco. Começa a tentativa de comunicação, os olhos não abrem, as pernas não respondem, insisto nisso e a cada tentativa frustrante a entidade parece ri amavelmente, fazendo-me compreender que Ela esta no comando, respiro fundo, a alguma comunicação com o cambono e ele trás agua.
Depois de muito tempo o cambono avisa que o Guia chefe está pedindo para entidade “subir” e novamente uma caminhada cansativa, de olhos fechados e uma sacudida rápida, volta tudo as claras e enfim estou de volta.
No final, apesar das dores físicas valeu pela primeira vez.
William Zingaro, membro do Templo e Escola de Umbanda Luz da Arunda – Teu Lar
Stress total... ainda no caminho, relembrando os ensinamentos sobre os cumprimentos, ao entrar na casa, no Congá, no atabaque, os médiuns, UFA quanta coisa!!!
No local concentração total, nem cumprimento direito às pessoas, acho que fiz algumas coisas erradas, parece que toda a assistência esta me olhando, mas beleza tudo vai dar certo.
A hora insiste em não passar, eu não recordo mais qual o Orixá do tempo... Dúvida em cima da hora, este Orixá é do tempo é no sentido cronológico ou espacial?!? Melhor não pensar nisso, afinal eu acho que ninguém poderá me auxiliar neste momento.
Novamente olho no relógio e agora estamos todos de branco dentro do Congá, sou assessorado por um médium mais experiente é hora de relembrar algumas orientações BÁSICAS, tais como: cumprimentos, significados, saudações que irão ocorrer, mas no final valeu a orientação sublime, na dúvida “faz tudo o que a pessoa do lado fizer”.
Vamos lá..., agora é pra valer..., vai começar..., começam os toques, beleza a vibração lá em cima, aqui dentro parece muito mais forte! Realmente é, pois na hora de bater a cabeça, depois de colocar a toalha sobre a esteira, uma vibração sacudiu a cabeça num movimento rápido, parecia que o chão estava tremendo - um susto - mas vamos continuar pois a gira está apenas começando.
Tudo o que eu havia lido, ouvido, visto neste período de assistência é coisa do passado, vamos seguir a orientação célebre dos irmãos mais experientes, de olho na pessoa do lado.
Aí começa o martírio, corpo virado pra frente, varias pessoas observando-nos as costas, o olho virado para o lado a procura de exemplos a serem imitados. Não necessariamente nessa ordem, mas há de cantar ritmado, levanta, abaixa, cumprimenta, vira para um lado, vira para o outro..., nem sei mais o que estou fazendo, a respiração começa a ficar ofegante, o suor a escorrer, o batimento cardíaco começa a aumentar, haja preparo físico.
Acredito seriamente que todos os filhos de fé poderiam correr a São Silvestre tranquilamente, enfim a cadencia diminui, a oração é feita, o toque da chamado dos Guias é ecoada, tranquilidade no ar.
Na assistência há estas horas já estava em “alfa”, mas no Congá tranquilo, alguns médiuns começam a trabalhar com seus Guias, por enquanto estou tranquilo.
Por enquanto..., o Pai me chama, o coração dispara e agora eu enfato e melhor não vejo mais nada. Sinto que estou andando com muita dificuldade, alguém me acompanha, sento em um banco. Começa a tentativa de comunicação, os olhos não abrem, as pernas não respondem, insisto nisso e a cada tentativa frustrante a entidade parece ri amavelmente, fazendo-me compreender que Ela esta no comando, respiro fundo, a alguma comunicação com o cambono e ele trás agua.
Depois de muito tempo o cambono avisa que o Guia chefe está pedindo para entidade “subir” e novamente uma caminhada cansativa, de olhos fechados e uma sacudida rápida, volta tudo as claras e enfim estou de volta.
No final, apesar das dores físicas valeu pela primeira vez.
William Zingaro, membro do Templo e Escola de Umbanda Luz da Arunda – Teu Lar
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012
O Ser Humano e a relação com as plantas
O convívio do ser humano com as plantas é tão antigo quanto a própria
existência do Homem na Terra. Sua utilização pode ser para atividades sociais,
religiosas e terapêuticas. Assim,
encontraremos dois estudos que, a princípio parecem separados, mas que se
fundem na essência, conforme explicamos abaixo:
- Etnobotânica: é a aplicação das ervas medicinais, conforme o
conhecimento de botânica, filosofia e religião do povo em estudo.
- Fitoterapia: é o recurso de prevenção e tratamento de doenças através
das plantas medicinais, é a forma mais antiga e fundamental da medicina da
Terra. O Homem vem testando e escolhendo
instintivamente as melhores plantas medicinais para a cura das doenças.
No século XVIII a fitoterapia foi mais utilizada do que a medicina
convencional devido ao fácil acesso e ao baixo custo. Já no século XX com o uso de antibióticos e remédios alopáticos, a
nossa medicina natural, passada de geração em geração, ficou esquecida.
Por uma necessidade natural as plantas ganham seu espaço como aliadas
no reequilíbrio físico do ser humano: o predomínio da cor verde se relaciona à
saúde e ao equilíbrio, chaves para o Homem saudável.
As diversas nuances das flores complementam esta missão, trazendo
alegria e otimismo (amarelo e vermelho), paz (branco), amor e fraternidade
(rosa), espiritualidade (violeta) e harmonia (azul).
Inúmeros estudos mostram que as plantas possuem memória, sentimento e
aura; só que num processo diferente do
ser humano; por isso a química da planta
traduz seus sentimentos a partir do comportamento ou expressões do seu
meio.
Os vários estudos feitos sobre ervas tiveram, na grande maioria das
vezes, a preocupação das análises químicas e como ela poderia trazer o bem
estar ao ser humano. Galeno é considerado o pai da farmacêutica e deixou mais
de 200 estudos sobre plantas medicinais.
Mas o que será que cura o ser humano?
A composição química ou a “alma” da planta?
O filósofo Confúcio recomendava o uso do incenso composto por sândalo,
almíscar e flores (principalmente jasmim) para afastar maus espíritos.
Na igreja cristã o incenso foi introduzido no século IV e no século
XVI existiam rotas entre a Europa e o Oriente para comercialização dos
incensos.
Muitas religiões usam as plantas em seus ritos e isto gerou em nossa história um conflito de interesse, isto
ocorreu por exemplo nos tratados de Paracelsus onde em plena chama da santa
inquisição o uso ritualístico foi associado a bruxaria.
Para os cultos em terras brasileiras e africanas o uso das plantas é
considerado natural e possui relação direta com a energia das divindades, pois
a aura destas plantas possuem cores, formas e movimentos característicos.
A Umbanda aproveita os inúmeros conceitos e usos existentes,
desenvolvendo banhos, defumações, sacudimentos entre outros em seus ritos. Mas um fato interessante é o impacto étnico;
afinal a religião possui inúmeras influências e, mesmo sobre a mesma observação
estrutural, há outros fatos que influenciam na determinação da entidade e o seu
uso.
Como base estrutural podemos citar:
• A química da sua
composição;
• A aura da planta;
• Sua memória;
• Momento da
colheita;
• O Orixá regente;
• Solar ou lunar;
• Quente ou fria;
• Masculina ou
feminina.
Conforme Fatumbi Verger, isto também é comum em terras africanas e
rebatizar a planta é um hábito para que
o encantamento (ofo) seja perfeito.
Quanto realmente os inúmeros terreiros de Umbanda tem se utilizado do poder das plantas?
Alguns estudos mostram que na região sudeste do Brasil é comum a
indicação do banho que não impacta no Ori e muitos consideram que uma das
principais atribuições da energia da planta está no principal chacra que temos.
É importante desenvolvermos estudos e debatermos o uso e aplicações
das plantas em nossa religião para que esta prática não se perca com o tempo.
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