terça-feira, 10 de março de 2015
Seminário Concepção do Mundo - Àiyé e Òrun
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
O dia da Umbanda
terça-feira, 22 de abril de 2014
Ser / Estar
Vejo claramente que há, dentro do universo dos médiuns umbandistas, dois grupos muito bem formados: os que são umbandistas e o que estão umbandistas.
Nessa minha ótica os que são umbandistas são aqueles que se entregam a religião sem medos ou amarras, ou seja, vivenciam sua fé, compartilham, estudam, evoluem como pessoa, absorvendo os ensinamentos e colocando-os em prática.
Estar é não ter a certeza das obras dos Orixás e Guias espirituais. É no fundo ser cético em relação a forma, conceitos e trabalhos realizados.
Normalmente os que estão umbandistas são os que somem ao primeiro sinal de provação de fé. E só para lembrar até Cristo teve sua provada, então o que dirá de nós meros aprendizes na seara divina.
Sejamos sempre para não estarmos, pois ao estarmos podemos não encontrar o bem maior que o Pai Celestial nos reservou que é a evolução espiritual e o conforto d´alma.
E você, já pensou se é umbandista ou está umbandista ?
Wahari
Membro do Templo e Escola de Umbanda Luz da Aruanda - TEU LAR
sexta-feira, 4 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
Seminário Conscientização Mediúnica
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Alcool na Umbanda
Principalmente para quem não conhece a Umbanda e seus mistérios, o uso de álcool nos rituais umbandistas sempre deixa dúvidas de sua funcionalidade e necessidade.
Bem, temos que pensar que o álcool é o elemento que mais se aproxima do éter e por isso, consegue transmutar rapidamente, funcionando como excelente elemento de descarrego.
Sendo assim, muito comum vermos caboclos, preto velhos, baianos, exus e pomba giras utilizando-se deste artifício para facilitar o atendimento e o trabalho desenvolvido na gira.
Em minha opinião, a grande questão deveria ser a utilização de álcool pelos médiuns umbandistas em seus dias de folga.
É sabido por todos os efeitos que o álcool produz sobre o corpo físico (dependência, cirrose, etc) e há também o efeito avassalador sobre o corpo espiritual.
O álcool atrai os espíritos sem luz, fazendo com que eles se aproximem sempre de quem está bebendo. Imagina o estrago se essa pessoa for médium com uma maior abertura do seu campo espiritual.
Desequilíbrios, insônias, vícios, perdas.....esses serão os efeitos causados nesse médium.
É por esse motivo que evita-se o contato com álcool pois os estragos vão além do visível.
Médiuns, seu dom mediúnico existe e te acompanha 24 horas por dia e não somente em dia de gira, portanto a responsabilidade de cuidar de sua aura e de sua integridade espiritual é totalmente sua e não pode ser repassada a ninguém.
Lembre-se disso na próxima vez que for beber e haja de acordo com sua consciência.
Valdir Gregório (Wahari)
terça-feira, 20 de novembro de 2012
A Importância dos Pontos Cantados
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Relatos da Primeira Gira (do outro lado)
Era sexta feira, sem tréguas..., o trânsito está uma loucura, parece que tudo dá errado... acho que é um sinal para não ir.
Dentro do carro e a caminho, corto pra lá..., corto pra cá..., olho para ...
Stress total... ainda no caminho, relembrando os ensinamentos sobre os cumprimentos, ao entrar na casa, no Congá, no atabaque, os médiuns, UFA quanta coisa!!!
No local concentração total, nem cumprimento direito às pessoas, acho que fiz algumas coisas erradas, parece que toda a assistência esta me olhando, mas beleza tudo vai dar certo.
A hora insiste em não passar, eu não recordo mais qual o Orixá do tempo... Dúvida em cima da hora, este Orixá é do tempo é no sentido cronológico ou espacial?!? Melhor não pensar nisso, afinal eu acho que ninguém poderá me auxiliar neste momento.
Novamente olho no relógio e agora estamos todos de branco dentro do Congá, sou assessorado por um médium mais experiente é hora de relembrar algumas orientações BÁSICAS, tais como: cumprimentos, significados, saudações que irão ocorrer, mas no final valeu a orientação sublime, na dúvida “faz tudo o que a pessoa do lado fizer”.
Vamos lá..., agora é pra valer..., vai começar..., começam os toques, beleza a vibração lá em cima, aqui dentro parece muito mais forte! Realmente é, pois na hora de bater a cabeça, depois de colocar a toalha sobre a esteira, uma vibração sacudiu a cabeça num movimento rápido, parecia que o chão estava tremendo - um susto - mas vamos continuar pois a gira está apenas começando.
Tudo o que eu havia lido, ouvido, visto neste período de assistência é coisa do passado, vamos seguir a orientação célebre dos irmãos mais experientes, de olho na pessoa do lado.
Aí começa o martírio, corpo virado pra frente, varias pessoas observando-nos as costas, o olho virado para o lado a procura de exemplos a serem imitados. Não necessariamente nessa ordem, mas há de cantar ritmado, levanta, abaixa, cumprimenta, vira para um lado, vira para o outro..., nem sei mais o que estou fazendo, a respiração começa a ficar ofegante, o suor a escorrer, o batimento cardíaco começa a aumentar, haja preparo físico.
Acredito seriamente que todos os filhos de fé poderiam correr a São Silvestre tranquilamente, enfim a cadencia diminui, a oração é feita, o toque da chamado dos Guias é ecoada, tranquilidade no ar.
Na assistência há estas horas já estava em “alfa”, mas no Congá tranquilo, alguns médiuns começam a trabalhar com seus Guias, por enquanto estou tranquilo.
Por enquanto..., o Pai me chama, o coração dispara e agora eu enfato e melhor não vejo mais nada. Sinto que estou andando com muita dificuldade, alguém me acompanha, sento em um banco. Começa a tentativa de comunicação, os olhos não abrem, as pernas não respondem, insisto nisso e a cada tentativa frustrante a entidade parece ri amavelmente, fazendo-me compreender que Ela esta no comando, respiro fundo, a alguma comunicação com o cambono e ele trás agua.
Depois de muito tempo o cambono avisa que o Guia chefe está pedindo para entidade “subir” e novamente uma caminhada cansativa, de olhos fechados e uma sacudida rápida, volta tudo as claras e enfim estou de volta.
No final, apesar das dores físicas valeu pela primeira vez.
William Zingaro, membro do Templo e Escola de Umbanda Luz da Arunda – Teu Lar
quarta-feira, 10 de março de 2010
Culto a Orixás
Percebi que da mesma forma vejo que o pantaleão africano incomoda muita gente e é fácil perceber isto pois dede o I Congresso Umbandista em 1941 o tema central foi a “purificação da religião”, por eliminação de elementos africanos. Nos ensinamentos que repasso aos médiuns do Templo e Escola de Umbanda Luz da Aruanda – Teu Lar, temos a visão que tudo faz parte de um processo evolutivo e se estamos falando de Orixá, estamos falando da África. Existe a historia do negro sem o Brasil, mas não há história do Brasil sem o negro, e podemos ter a mesma constatação quando falamos do culto de Nação e a Umbanda, por mais que queiramos deixá-la “pura” pois usamos a referência Orixá/Energia da Natureza e assim tudo que faz parte da Gênese Yoruba cabe de alguma forma dentro da Umbanda.
Uma prova disto é quando entramos em vários templos umbandista, inclusive o Teu Lar, onde não vemos elementos africanos ou culto a Òrìsà e não podem ser classificados por exemplo como Umbanda trançada ou Omolokô, mas sim um respeito a ancestralidade e a força da natureza.
Acreditamos que algumas visões distorcidas pelas pessoas e não pela visão Yorubá, além de toda a discriminação ocorrida por estes cultos tenham atrapalhado no entendimento da sociedade.
Neste ponto a Umbanda tem evoluído de forma fantástica, afinal é difícil para qualquer pessoas desejar ser descendente, iniciado e/ou consagração para um Orixás com as inúmeras “estórias” que degradam nossa crença, como por exemplo a difamação feita à aguerrida Yansã, quando a retratam como mulher mundana que viveu trocando de parceiros, ou a Obá que teria cortado a própria orelha esquerda para fazer uma sopa e oferta-la a Xangô.
A diversidade e as ramificações nos tornam numa religião sem clero-estruturado, mas isto não quer dizer que temos que ser desorganizados e sem representações, ou mesmo que não devemos divulgar a nossa doutrina em livros, internet e etc. É certo que sempre haverá debate sobre este material e isto correrá pois os autores sempre preservarão os “mistérios” e “segredos” que aprenderam.
Uma das maiores belezas que temos é a possibilidade de vermos a Umbanda por vários pontos de vista e assim satisfazermos as pessoas conformes a sua necessidade.
Independente da liturgia, os princípios que norteiam a Umbanda, como a caridade, estão presentes em todas as linhas, e este deve ser o norte seguido por nós.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Banhos Ritualísticos
Para nós umbandistas o conceito é muito parecido, mas utilizamos a nosso favor os conhecimentos científicos disponíveis. Só para termos uma idéia rápida do que se esta se falando, hoje é notório o conhecimento de que o corpo humano possui chacras, eixo energo magnético, pólos positivos e negativos e rotação magnética, etc. Além disso, existem os simbolismos utilizados, que no seu conteúdo também estão ligados a ciência, mas em muitos casos ainda não estudados pela mesma.
A água é o principal elemento destes simbolismos quando o assunto é banho, considerado a oferenda que deve ser dada a todos e quaisquer Orixá, pois ela representa a água sêmen, e é a água contida no sangue branco feminino, ou seja, ela fecunda fertiliza, procria. Além de ser apaziguador, trazendo tranqüilidade e torna as coisas possíveis. A erva é outro elemento indispensável, o motivo de sua utilização possui tantas variáveis, podemos citar algumas para melhor compreensão:
· A química da sua composição;
· A aura da planta;
· Sua memória;
· Momento da colheita;
· O Orixá regente;
· Solar ou lunar;
· Quente ou fria;
· Masculina ou feminina.
Estes elementos são determinantes na hora da composição dos banhos, pois normalmente são utilizadas mais de um tipo de erva.
A Umbanda possui 4 tipos de banhos:
· Banhos de Descarrego
Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. O tempo todo passamos por ambientes formados por pensamentos, ações, que vão criando larvas astrais, miasmas e todo a sorte de vírus espirituais que vão se aderindo ao aura das pessoas. Provavelmente o banho de descarrego mais conhecido é o de sal grosso, devido à eficiência comprovada e a sua simplicidade no preparo. O sal grosso é o excelente condutor elétrico e “absorve” muito bem os átomos eletricamente carregados de carga negativa, que chamamos de íons. Como, em tudo há a sua contraparte etérica, a função do sal é também tirar energias negativas aderidas na aura de uma pessoa. Então este banho é eficiente neste aspecto, já que a água em união como o sal, “lava” toda a aura, desmagnetizando-o negativamente. Os banhos de descarrego que utilizam ervas tem o seu efeito mais prolongado que os de sal grosso.
· Banhos de Defesa
Estes banhos estão envolvidos com a manutenção dos chacras e a sua proteção em alguns rituais.
· Banhos de Energização
Estes banhos promovem o restabelecimento do equilíbrio energético, reativando o chacras e o teor positivo da aura.
· Banhos de Fixação
Estes banhos são usados para trabalhos ritualísticos e fechados ao público, onde se prestará a trabalhos de iniciação ou consagração. São realizados apenas por quem é médium, onde tomará contato mais direto com as entidades elevadas. Este banho “abre” todos os chacras e a percepção mediúnica fica aguçadíssima.
Além dos banhos preparados (que somente alguns podem lavar a cabeça), os banhos em pontos sagrados (mar, cachoeira, etc), não há está preocupação, pois a energia abundante do local permite uma limpeza completa em todos os pontos de energia em nosso corpo, conforme o Orixá regente no local.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
O culto certo, no lugar certo
Passando pela esquina das Ruas Almirante Pereira Guimarães e Flávio Queiroz de Morais, local onde eu deveria apenas deslumbrar-me com uma das várias construções com arquitetura modernista no bairro do Pacaembu, zona oeste da cidade de São Paulo. Mas foram 13 pequenas placas colocadas em volta da enorme figueira que fica em frente a uma casa que me chamou a atenção e das pessoas que passam por lá. A dona da casa cansada de recolher diariamente o lixo jogado e os despachos feita aos pés da árvore resolveu, a algum tempo, fazer um apelo aos "porcalhões" e também aos adeptos da religião afro-brasileira.
Enchendo diariamente 3 sacos plásticos, com capacidade para 100 litros cada um, com as velas, os bilhetes e o lixo deixado no local a proprietária lançou uma campanha. Com dizeres como "Preserve a árvore" e "Não jogue lixo" ilustram algumas das plaquinhas colocadas no jardim.
Ninguém joga mais lixo no local, acende velas ou deixa bilhetes para Exu. Nenhuma das placas - feitas de acrílico, com molduras de madeira e colocadas com cimento na grama - foi furtada também. Talvez tenham ficado ressabiados com um dos alertas: "Sangue de Jesus tem poder para toda obra do mal desfazer e em triplo devolver".
Como os cultuadores de religiões afro-brasileiras temos que nos preocupar com os pontos de força e as formas que fazemos os nossas oferendas, vivemos em tempos modernos e não pode ser mais aceito que oferendas sejam despachadas em vias de grande circulação e na porta de pessoas que nada tem com o objetivo dos trabalhos.
Buscar adaptar as nossas necessidades tem sido a preocupação e o empenho de vários sacerdotes, isto porque além de passarmos a verdadeira imagem da nossa religião, também estaremos coagindo os falsos sacerdotes que estão preocupados apenas em tomar dinheiros das pessoas.
Atualmente já existem lugares apropriados como no cemitério de Diadema. Trata-se do primeiro espaço implantado no País, em 1990, e que hoje serve de modelo ao Serviço Funerário de São Paulo. Como único espaço disponível, o local é utilizado dia e noite por pessoas de várias cidades, principalmente, da capital paulista. Jorge Carvalhal, administrador do cemitério de Diadema, disse que não é possível estimar o número de pessoas que freqüentam o local porque o registro de entrada é sempre feito no nome dos responsáveis pelo culto. "Mas dá para dizer que é muito movimentado".
Quando o assunto for outros pontos de força como por exemplo, matas, cachoeiras, etc. não há como negar que o Cantinho dos Orixás em Nazaré Paulista ou o Santuário da Umbanda em São Bernardo do Campo são alguns dos locais ideais pois possuem estrutura, e são visitados apenas pelos adeptos da nossa religião.
Consciência já!











