Mostrando postagens com marcador Umbanda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Umbanda. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de março de 2015

Seminário Concepção do Mundo - Àiyé e Òrun


Seminário Concepção do Mundo - Àiyé e Òrun - O encontro dos Mundos
Alguns temas abordados:
- Sistema de crença:
- Deus, o poder supremo:
- O universo e sua existência:
- Orixás:
- O Homem e as Divindades:
- Ancestrais e Antepassados.

Informações
teular@teular.org.br


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O dia da Umbanda

O dia 15 de novembro é comemorado o dia da Umbanda por milhares de umbandistas há muito tempo. Esta data foi escolhida por uma decisão das entidades federativas do Rio de Janeiro, durante a I Convenção Anual do Conselho Nacional da Umbanda.  Em alguns estados como o de São Paulo há decreto que formaliza esta data e o Decreto de Lei nº 12.644, de 16 de Maio de 2012, assinado pela presidente Dilma Rousseff, oficializa o dia 15 de Novembro como Dia da Umbanda no país.
Inegável os ganhos para a religião e seus seguidores com a oficialização, mas não podemos infinitamente comemorar este passo e deixarmos de buscar novas conquistas, facilmente vemos que nesta data nada é exposto fora da nossa comunidade.
Nossa religião é belíssima e somos muito mais do que amor e caridade, nossos templos precisam preparar os seguidores para não efetuar interpretações de maneira irônica ou equivocadas.  Não importa  qual segregação umbandista se segue, no final todos usam a mesma denominação e precisamos nos unir para uma reforma estrutural a favor da religião.
Há muitas frentes para serem trabalhadas, entre elas a educação, cultura e politica. Nossos médiuns precisam de base teórica e, quanto mais ampla melhor. Assim, poderão a qualquer instante defender a nossa bandeira e tornarem-se autocríticos, pois possuímos uma linda e ampla cultura e infelizmente está sendo espremida.  Ao visitar qualquer livraria veremos pouca ou nenhuma obra sobre a nossa religião.  Na música não é diferente, vimos no passado inúmeros artistas levando nossas expressões e atualmente qual projeto faz este trabalho?  Na politica vemos uma infinita festa pela vitória do dia da Umbanda, mas é hora de enfrentarmos de frente aspectos delicados e fundamentais para nossos templos.

Como é característico de nossa religião este movimento deve ser “de dentro pra fora”, uma reforma intima dos médiuns e templos para consolidarmos a sociedade a verdadeira personalidade da nossa religião e seus seguidores, afinal todo dia é dia da Umbanda.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Ser / Estar

Há algum tempo tenho pensado sobre situações que vejo com freqüência com pessoas que não sabem se são ou estão umbandistas.
Vejo claramente que há, dentro do universo dos médiuns umbandistas, dois grupos muito bem formados: os que são umbandistas e o que estão umbandistas.
Nessa minha ótica os que são umbandistas são aqueles que se entregam a religião sem medos ou amarras, ou seja, vivenciam sua fé, compartilham, estudam, evoluem como pessoa, absorvendo os ensinamentos e colocando-os em prática.
Estar umbandista, para mim, são aqueles médiuns que no fundo estão em uma relação de troca. Estou aqui para ser ajudado, estou aqui por que alguém quis, estou aqui porque é bonito, etc.
Estar é não ter a certeza das obras dos Orixás e Guias espirituais. É no fundo ser cético em relação a forma, conceitos e trabalhos realizados.
Normalmente os que estão umbandistas são os que somem ao primeiro sinal de provação de fé. E só para lembrar até Cristo teve sua provada, então o que dirá de nós meros aprendizes na seara divina.
Sejamos sempre para não estarmos, pois ao estarmos podemos não encontrar o bem maior que o Pai Celestial nos reservou que é a evolução espiritual e o conforto d´alma.
E você, já pensou se é umbandista ou está umbandista ?
Wahari
Membro do Templo e Escola de Umbanda Luz da Aruanda - TEU LAR

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Daqui a pouco no Teu Lar...

♪ Okêêêê Caboclo... eu já mandei chamar! ♫

O atabaque chama, o Caboclo dá seu brado e a emoção chega...

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Sexta-feira 04/04 as 20:00h, #umbanize-se

Rito de Batismo

 
Rito de batismo realizado no dia 30/03, cerimonia linda e cheia de emoção.  Parabéns a todos!
 







segunda-feira, 31 de março de 2014



Seminário Conscientização Mediúnica

Foto do seminário realizado no dia 30/03, foi um momento único de aprendizado e debate.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Alcool na Umbanda


 Principalmente para quem não conhece a Umbanda e seus mistérios, o uso de álcool nos rituais umbandistas sempre deixa dúvidas de sua funcionalidade e necessidade.
 Bem, temos que pensar que o álcool é o elemento que mais se aproxima do éter e por isso, consegue transmutar rapidamente, funcionando como excelente elemento de descarrego.
 Sendo assim, muito comum vermos caboclos, preto velhos, baianos, exus e pomba giras utilizando-se deste artifício para facilitar o atendimento e o trabalho desenvolvido na gira.
 Em minha opinião, a grande questão deveria ser a utilização de álcool pelos médiuns umbandistas em seus dias de folga.
 É sabido por todos os efeitos que o álcool produz sobre o corpo físico (dependência, cirrose, etc) e há também o efeito avassalador sobre o corpo espiritual.
 O álcool atrai os espíritos sem luz, fazendo com que eles se aproximem sempre de quem está bebendo. Imagina o estrago se essa pessoa for médium com uma maior abertura do seu campo espiritual.
 Desequilíbrios, insônias, vícios, perdas.....esses serão os efeitos causados nesse médium.
 É por esse motivo que evita-se o contato com álcool pois os estragos vão além do visível.
 Médiuns, seu dom mediúnico existe e te acompanha 24 horas por dia e não somente em dia de gira, portanto a responsabilidade de cuidar de sua aura e de sua integridade espiritual é totalmente sua e não pode ser repassada a ninguém.
 Lembre-se disso na próxima vez que for beber e haja de acordo com sua consciência.
Valdir Gregório (Wahari)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A Importância dos Pontos Cantados


Os pontos cantados são uma das primeiras coisas que afloram a quem vai a um terreiro de Umbanda pela primeira vez. Sendo um dos aspectos mais importantes para uma bom rito.

 

Uma das formas encontradas para a reaproximação do Homem com o Divino foi a música, onde se exprime o respeito, a obediência e o amor ao Pai Maior. Desta forma, os cânticos tornaram-se um atributo socio-religioso, comum a todas as religiões, onde cada uma delas, com suas características próprias, exteriorizavam sua adoração, devoção e servidão aos desígnios do Plano Astral Superior.

 

Os Pontos Cantados de Umbanda têm finalidades sequer imaginadas pelos consulentes, e mesmo por muitos médiuns, estando longe de serem apenas para alegrar ou distrair pela música. São, na verdade capazes de movimentar as forças sutis da Natureza e mesmo atrair certas entidades espirituais.

 

Juntamente com o som dos atabaques, forma-se uma corrente magnética, e quando nos concentramos para o inicio de uma incorporação, somos envolvidos por esses sons mágicos, fazendo nosso corpo vibrar em sintonia, facilitando assim, este processo.

Tanto é verdade que médiuns que foram iniciados e condicionados a incorporar, mediante o som dos atabaques e o canto, ficam "perdidos", quando necessitam incorporar em algum local, onde haja completo silêncio.

 

Outro ponto interessante a comentar, são os pontos, normalmente curtos, que quando entoados de uma forma harmônica e repetitiva, torna-se uma "oração mântrica". Tendo um efeito muito poderoso, quando vibrado do modo correto.

 

O elemento melódico das músicas africanas destaca-se, no decorrer das cerimônias privadas, no momento dos sacrifícios, oferecimentos e louvores dirigidos às divindades frente aos Pejís. São cantos sem acompanhamento de tambores, o ritmo ficando ligeiramente marcado pelo bater das palmas. A melodia é rigorosamente submetida às acentuações tonais da linguagem Yorubá.

 

Os dois elementos, ritmo e melodia, encontram-se associados no decorrer do Xirê público, quando os sons dos atabaques são acompanhados por cantos.

 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Relatos da Primeira Gira (do outro lado)


 Era sexta feira, sem tréguas..., o trânsito está uma loucura, parece que tudo dá errado... acho que é um sinal para não ir.
Dentro do carro e a caminho, corto pra lá..., corto pra cá..., olho para ...
o relógio, será que vai dar tempo?
Stress total... ainda no caminho, relembrando os ensinamentos sobre os cumprimentos, ao entrar na casa, no Congá, no atabaque, os médiuns, UFA quanta coisa!!!
No local concentração total, nem cumprimento direito às pessoas, acho que fiz algumas coisas erradas, parece que toda a assistência esta me olhando, mas beleza tudo vai dar certo.
A hora insiste em não passar, eu não recordo mais qual o Orixá do tempo... Dúvida em cima da hora, este Orixá é do tempo é no sentido cronológico ou espacial?!? Melhor não pensar nisso, afinal eu acho que ninguém poderá me auxiliar neste momento.
Novamente olho no relógio e agora estamos todos de branco dentro do Congá, sou assessorado por um médium mais experiente é hora de relembrar algumas orientações BÁSICAS, tais como: cumprimentos, significados, saudações que irão ocorrer, mas no final valeu a orientação sublime, na dúvida “faz tudo o que a pessoa do lado fizer”.
Vamos lá..., agora é pra valer..., vai começar..., começam os toques, beleza a vibração lá em cima, aqui dentro parece muito mais forte! Realmente é, pois na hora de bater a cabeça, depois de colocar a toalha sobre a esteira, uma vibração sacudiu a cabeça num movimento rápido, parecia que o chão estava tremendo - um susto - mas vamos continuar pois a gira está apenas começando.
Tudo o que eu havia lido, ouvido, visto neste período de assistência é coisa do passado, vamos seguir a orientação célebre dos irmãos mais experientes, de olho na pessoa do lado.
Aí começa o martírio, corpo virado pra frente, varias pessoas observando-nos as costas, o olho virado para o lado a procura de exemplos a serem imitados. Não necessariamente nessa ordem, mas há de cantar ritmado, levanta, abaixa, cumprimenta, vira para um lado, vira para o outro..., nem sei mais o que estou fazendo, a respiração começa a ficar ofegante, o suor a escorrer, o batimento cardíaco começa a aumentar, haja preparo físico.
Acredito seriamente que todos os filhos de fé poderiam correr a São Silvestre tranquilamente, enfim a cadencia diminui, a oração é feita, o toque da chamado dos Guias é ecoada, tranquilidade no ar.
Na assistência há estas horas já estava em “alfa”, mas no Congá tranquilo, alguns médiuns começam a trabalhar com seus Guias, por enquanto estou tranquilo.
Por enquanto..., o Pai me chama, o coração dispara e agora eu enfato e melhor não vejo mais nada. Sinto que estou andando com muita dificuldade, alguém me acompanha, sento em um banco. Começa a tentativa de comunicação, os olhos não abrem, as pernas não respondem, insisto nisso e a cada tentativa frustrante a entidade parece ri amavelmente, fazendo-me compreender que Ela esta no comando, respiro fundo, a alguma comunicação com o cambono e ele trás agua.
Depois de muito tempo o cambono avisa que o Guia chefe está pedindo para entidade “subir” e novamente uma caminhada cansativa, de olhos fechados e uma sacudida rápida, volta tudo as claras e enfim estou de volta.
No final, apesar das dores físicas valeu pela primeira vez.

William Zingaro, membro do Templo e Escola de Umbanda Luz da Arunda – Teu Lar

quarta-feira, 10 de março de 2010

Culto a Orixás

Outro dia fui questionado por uma pessoa sobre quais Orixás cabem na Umbanda e que era necessário um denominador comum, o que a principio me pareceu inocência ou discriminação.

Percebi que da mesma forma vejo que o pantaleão africano incomoda muita gente e é fácil perceber isto pois dede o I Congresso Umbandista em 1941 o tema central foi a “purificação da religião”, por eliminação de elementos africanos. Nos ensinamentos que repasso aos médiuns do Templo e Escola de Umbanda Luz da Aruanda – Teu Lar, temos a visão que tudo faz parte de um processo evolutivo e se estamos falando de Orixá, estamos falando da África. Existe a historia do negro sem o Brasil, mas não há história do Brasil sem o negro, e podemos ter a mesma constatação quando falamos do culto de Nação e a Umbanda, por mais que queiramos deixá-la “pura” pois usamos a referência Orixá/Energia da Natureza e assim tudo que faz parte da Gênese Yoruba cabe de alguma forma dentro da Umbanda.

Uma prova disto é quando entramos em vários templos umbandista, inclusive o Teu Lar, onde não vemos elementos africanos ou culto a Òrìsà e não podem ser classificados por exemplo como Umbanda trançada ou Omolokô, mas sim um respeito a ancestralidade e a força da natureza.

Acreditamos que algumas visões distorcidas pelas pessoas e não pela visão Yorubá, além de toda a discriminação ocorrida por estes cultos tenham atrapalhado no entendimento da sociedade.

Neste ponto a Umbanda tem evoluído de forma fantástica, afinal é difícil para qualquer pessoas desejar ser descendente, iniciado e/ou consagração para um Orixás com as inúmeras “estórias” que degradam nossa crença, como por exemplo a difamação feita à aguerrida Yansã, quando a retratam como mulher mundana que viveu trocando de parceiros, ou a Obá que teria cortado a própria orelha esquerda para fazer uma sopa e oferta-la a Xangô.

A diversidade e as ramificações nos tornam numa religião sem clero-estruturado, mas isto não quer dizer que temos que ser desorganizados e sem representações, ou mesmo que não devemos divulgar a nossa doutrina em livros, internet e etc. É certo que sempre haverá debate sobre este material e isto correrá pois os autores sempre preservarão os “mistérios” e “segredos” que aprenderam.

Uma das maiores belezas que temos é a possibilidade de vermos a Umbanda por vários pontos de vista e assim satisfazermos as pessoas conformes a sua necessidade.

Independente da liturgia, os princípios que norteiam a Umbanda, como a caridade, estão presentes em todas as linhas, e este deve ser o norte seguido por nós.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Banhos Ritualísticos

Os banhos ritualísticos fazem parte da evolução humana, como no principio religião, ciência e filosofia possuíam a mesma espinha dorsal, é difícil dizer quando e onde surgiram os banhos ritualísticos. Podemos considerar que o banho é a renovação do corpo e da alma, pois quando o corpo se sente bem e se acha refeito do cansaço, a alma fica também apta a vibrar harmoniosamente. Em todas as religiões existem os seus banhos sagrados, podemos usar como exemplo o batismo nas águas ministrado por São João Batista, no Rio Jordão, era um banho sagrado, pois o batismo nas águas senão o banho mais natural (e porque não o primeiro banho purificador do ser humano nos dias de hoje, afinal, se batizam crianças ainda pequenos) que conhecemos, purificador do espírito, mente e do corpo.

Para nós umbandistas o conceito é muito parecido, mas utilizamos a nosso favor os conhecimentos científicos disponíveis. Só para termos uma idéia rápida do que se esta se falando, hoje é notório o conhecimento de que o corpo humano possui chacras, eixo energo magnético, pólos positivos e negativos e rotação magnética, etc. Além disso, existem os simbolismos utilizados, que no seu conteúdo também estão ligados a ciência, mas em muitos casos ainda não estudados pela mesma.

A água é o principal elemento destes simbolismos quando o assunto é banho, considerado a oferenda que deve ser dada a todos e quaisquer Orixá, pois ela representa a água sêmen, e é a água contida no sangue branco feminino, ou seja, ela fecunda fertiliza, procria. Além de ser apaziguador, trazendo tranqüilidade e torna as coisas possíveis. A erva é outro elemento indispensável, o motivo de sua utilização possui tantas variáveis, podemos citar algumas para melhor compreensão:
· A química da sua composição;
· A aura da planta;
· Sua memória;
· Momento da colheita;
· O Orixá regente;
· Solar ou lunar;
· Quente ou fria;
· Masculina ou feminina.

Estes elementos são determinantes na hora da composição dos banhos, pois normalmente são utilizadas mais de um tipo de erva.

A Umbanda possui 4 tipos de banhos:
· Banhos de Descarrego
Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. O tempo todo passamos por ambientes formados por pensamentos, ações, que vão criando larvas astrais, miasmas e todo a sorte de vírus espirituais que vão se aderindo ao aura das pessoas. Provavelmente o banho de descarrego mais conhecido é o de sal grosso, devido à eficiência comprovada e a sua simplicidade no preparo. O sal grosso é o excelente condutor elétrico e “absorve” muito bem os átomos eletricamente carregados de carga negativa, que chamamos de íons. Como, em tudo há a sua contraparte etérica, a função do sal é também tirar energias negativas aderidas na aura de uma pessoa. Então este banho é eficiente neste aspecto, já que a água em união como o sal, “lava” toda a aura, desmagnetizando-o negativamente. Os banhos de descarrego que utilizam ervas tem o seu efeito mais prolongado que os de sal grosso.
· Banhos de Defesa
Estes banhos estão envolvidos com a manutenção dos chacras e a sua proteção em alguns rituais.
· Banhos de Energização
Estes banhos promovem o restabelecimento do equilíbrio energético, reativando o chacras e o teor positivo da aura.
· Banhos de Fixação
Estes banhos são usados para trabalhos ritualísticos e fechados ao público, onde se prestará a trabalhos de iniciação ou consagração. São realizados apenas por quem é médium, onde tomará contato mais direto com as entidades elevadas. Este banho “abre” todos os chacras e a percepção mediúnica fica aguçadíssima.
Além dos banhos preparados (que somente alguns podem lavar a cabeça), os banhos em pontos sagrados (mar, cachoeira, etc), não há está preocupação, pois a energia abundante do local permite uma limpeza completa em todos os pontos de energia em nosso corpo, conforme o Orixá regente no local.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O culto certo, no lugar certo

Passando pela esquina das Ruas Almirante Pereira Guimarães e Flávio Queiroz de Morais, local onde eu deveria apenas deslumbrar-me com uma das várias construções com arquitetura modernista no bairro do Pacaembu, zona oeste da cidade de São Paulo. Mas foram 13 pequenas placas colocadas em volta da enorme figueira que fica em frente a uma casa que me chamou a atenção e das pessoas que passam por lá. A dona da casa cansada de recolher diariamente o lixo jogado e os despachos feita aos pés da árvore resolveu, a algum tempo, fazer um apelo aos "porcalhões" e também aos adeptos da religião afro-brasileira.

Enchendo diariamente 3 sacos plásticos, com capacidade para 100 litros cada um, com as velas, os bilhetes e o lixo deixado no local a proprietária lançou uma campanha. Com dizeres como "Preserve a árvore" e "Não jogue lixo" ilustram algumas das plaquinhas colocadas no jardim.

Ninguém joga mais lixo no local, acende velas ou deixa bilhetes para Exu. Nenhuma das placas - feitas de acrílico, com molduras de madeira e colocadas com cimento na grama - foi furtada também. Talvez tenham ficado ressabiados com um dos alertas: "Sangue de Jesus tem poder para toda obra do mal desfazer e em triplo devolver".

Como os cultuadores de religiões afro-brasileiras temos que nos preocupar com os pontos de força e as formas que fazemos os nossas oferendas, vivemos em tempos modernos e não pode ser mais aceito que oferendas sejam despachadas em vias de grande circulação e na porta de pessoas que nada tem com o objetivo dos trabalhos.

Buscar adaptar as nossas necessidades tem sido a preocupação e o empenho de vários sacerdotes, isto porque além de passarmos a verdadeira imagem da nossa religião, também estaremos coagindo os falsos sacerdotes que estão preocupados apenas em tomar dinheiros das pessoas.

Atualmente já existem lugares apropriados como no cemitério de Diadema. Trata-se do primeiro espaço implantado no País, em 1990, e que hoje serve de modelo ao Serviço Funerário de São Paulo. Como único espaço disponível, o local é utilizado dia e noite por pessoas de várias cidades, principalmente, da capital paulista. Jorge Carvalhal, administrador do cemitério de Diadema, disse que não é possível estimar o número de pessoas que freqüentam o local porque o registro de entrada é sempre feito no nome dos responsáveis pelo culto. "Mas dá para dizer que é muito movimentado".

Quando o assunto for outros pontos de força como por exemplo, matas, cachoeiras, etc. não há como negar que o Cantinho dos Orixás em Nazaré Paulista ou o Santuário da Umbanda em São Bernardo do Campo são alguns dos locais ideais pois possuem estrutura, e são visitados apenas pelos adeptos da nossa religião.

Consciência já!